¡Hucha Mama!
“Mamma Mia”

Por Marina Galvão

O famoso musical “Mamma Mia!” é o de mais sucesso de bilheteria. O espetáculo se passa em um ambiente de casamento e é a história de uma menina chamada Sophie que está prestes a casar, mas para isso tem um grande problema, não tem pai para levar ao altar. Assim, Sophie convida três supostos país a aparecerem na Grécia, isto sendo também uma surpresa a sua mãe. A confusão reina durante todo o espetáculo, pois ninguém sabe ao certo quem é seu verdadeiro pai.

Todos que assistem ao espetáculo apaixonam até porque, as músicas do Grupo Abba são maravilhosas e não saem da cabeça, não há uma pessoa que saia do musical sem cantar a famosa musica “Mamma Mia, here I go again…”, o espetáculo é recomendado para todos os tipos de audiência. Eu assisti Mamma Mia em Londres no teatro The Princes of Wales, me apaixonei e recomendo.

“Sem Pensar”
Por Marina Galvão

Sem Pensar é uma peça que se passa em um ambiente familiar e nela são expostas relações familiares. É a história de uma menina chamada Delilah (Julia Novaes) que está prestes a comemorar seu 13º aniversário e também a ter seu primeiro caso de amor da adolescência, com um menino chamado Daniel (Kauê Tolleli) que aluga um quarto em sua casa. Seus país Vicky (Denise Fraga) e Nick (Kiko Marques) vivem em meio de uma crise no casamento, e por conta disso, não prestam atenção no que acontece com sua filha que esta em uma fase de descobertas comuns da adolescência. A situação de Delilah e Daniel piora com a chegada de sua namorada. A peça é uma comédia com uma pitada dramática e ela é contada em um ritmo bem legal e divertido.

 

A peça ficou em cartaz até o dia 27 de novembro no TUCA. A peça foi escrita por Anya Reiss, uma londrina de 17 anos e aqui no Brasil ela é dirigida por Luis Villaça que teve vontade de fazê-la após ver a peça em Londres no ano passado.

“Eu era tudo pra ela… e ela me deixou” e “Conversando com mamãe”

Por Renan Garcia

Estrelando Ricardo Rathsam e Marcelo Médici, escrita por Emílio Boechat e dirigida por Mira Haar, a peça ”Eu era tudo pra ela… e ela me deixou” é uma comédia muito divertida, envolvente e interessante. Ricardo Rathsam é o protagonista e interpreta Samuel, um homem educado, inocente e até mesmo quadrado. Ele é abandonado pela sua mulher Dóris e sai de casa desolado e sem rumo. Nessa noite que parece nunca ter fim, Samuel encontra diversas pessoas, sendo todas interpretadas por Marcelo Médici. Um bêbado, um ladrão, uma prostituta… todo tipo de gente com quem Samuel nunca havia interagido antes.

A comédia é muito boa e conta com um cenário muito bem planejado, onde Marcelo pode trocar de roupa para encarnar outro personagem a qualquer momento. É esperado que o espectador possua um repertório cultural levemente refinado (não é preciso ser nenhum gênio também…) para entender as piadas e sátiras feitas no decorrer do espetáculo. Vale a pena conferir!

Onde: Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903)

Quanto: De R$ 50 à R$ 70

Quando: De sexta à domingo; até dia 4/12/11

A peça “Conversando com Mamãe” é uma comédia que conta com a direção de Susana Garcia e traz os renomados atores Herson Capri e Beatriz Segall. Beatriz encarna o personagem de uma senhora de idade e seu filho, Jaime, é um importante empresário mas mal mantém contato com sua mãe. Porém, quando Jaime fica desempregado, se vê em uma situação complicada e resolve vender o apartamento de sua mãe para conseguir dinheiro.

Os conflitos familiares e as lições de vida são sensacionais. Em um ambiente bem familiar e contando com ótimos atores que dominam o palco, essa peça é realmente muito boa. Com um texto muito bem elaborado, diálogos cômicos e sem clichês, essa leve comédia aborda diversos assuntos em uma conversa extremamente sincera e de bom gosto, sem deixar o espectador cansado em nenhum momento.

Onde: Teatro Folha (Avenida Higienópolis, 618)

Quanto: De R$ 50 à R$ 70

Quando: De sexta à domingo; até o dia 18/12/11

Futilidades Públicas

Por Alessandra Duque e Isadora Almeida


A peça é sobre uma mulher que, no meio de um assalto de banco, acaba ficando presa no banheiro. Estando nessa situação, ela passa o tempo refletindo sobre a vida e relembrando momentos da sua vida. A peça então é constituída de um monólogo da atriz Patrícia Gasppar, e é muito divertida, pois ela canta ao lembrar de certas situações.

O humor da peça é construída a partir da identificação que os espectadores fazem com as situações da personagem. Alguns podem se identificar mais, sendo ela uma mulher louca por Bossa Nova, ou menos. Mas existem situações que são universais então atingem com bom humor qualquer espectador.

Além de buscar uma saída física do local, a personagem questiona os “caminhos sem volta” com quais nos deparamos dia após dia em uma cidade onde o cômico e o trágico se misturam e se confundem.



Futidilidades Públicas ficou em cartaz até o dia 27 de setembro, mas nasceu 18 anos atrás quando Patrícia perdeu o pai e canalizou todos os seus questionamentos e conflitos internos nessa peça. 

Os Ruivos

Por Alessandra Duque e Isadora Almeida

A comédia “Os Ruivos” escrita por Pedro Monteiro e Leonardo Neves ficou em cartaz até dia 29/09 no teatro Folha, ela brinca com as situações de preconceito que as pessoas de cabelo vermelho “sofrem” no dia-a-dia. 

 Pedro Monteiro e Thábata Tubino, os atores da peça brincam com os apelidos que recebem como: água de salsicha, arroto de fanta entre outros. Além dos apelidos os ruivos fazem algumas exigências durante a peça, entre elas o direito a meia-entrada em dermatologistas e cota nas universidades.



A peça teve uma abordagem interessante ao assunto retratado, mas a lado humorístico ficou muito exagerado. Isso acabou criando situações constrangedoras, e não engraçadas. Além disso, acontecem diversas repetições de piadas que acabou sendo cansativo ao espectador. Em relação aos atores, o Pedro Monteiro foi bom, divertido, mas a Thábata Tubino teve uma atuação muito forçada e irritante.

“Eu era tudo para ela e ela me deixou” e “Mansão Miss Jane”

Por Helio Ranieri

 

Estrelando Marcelo Médici e Ricardo Rathsam, a peça é de comédia e consegue arrancar risadas do público quase que 100% do tempo, sendo facilmente considerada um sucesso no seu objetivo. Eu pessoalmente dei apenas 3 ou 4 risadas durante mais de uma hora de espectáculo. Eu poderia estar em algum estado desfavorável a rir, mas duvido que seja esse o caso. As piadas não são exatamente de baixo calão, mas não tem um grande nível também, podem ser classificadas como “algo que tem uma pretensão de ser inteligente, mas não atinge o ponto.” Devo admitir que o roteiro é criativo, tem um história elaborada, chega a perder a linha no final, tendo uma conclusão nonsense, que poderia ser engraçada, que sua surpresa realmente fosse impressionante. Mas não é.

Os dois atores tem performances boas, Ricardo tem um tom mais realista, e faz um personagem mais interiorizado e levemente complexo. Médici já puxa para sua veia de comediante e faz todos os outros personagens na peça, sempre com uma atuação escrachada e estereotipada para cada um. Sua versatilidade é o que deve ser elogiado. Em cena os dois atores conseguem ter uma química boa, a peça flui sem problemas.

Tecnicamente a peça é espectacular. O cenário é incrivelmente bem planejado, sendo uma estrutura única, que gira em seu eixo, e tendo 2 andares dando inúmeras possibilidades de cenário. Um bloco no meio, extremamente bem equipado, funciona como camarim de Médici, que conta com algum assistente lá dentro para auxiliado nas inúmeras trocas de personagens. A luz e a trilha que acompanham as mudanças também são bem sincronizadas e divertidas, dando até vontade que durassem mais.

Em conclusão é uma peça média, tecnicamente perfeita, que depende do nível cultural do espectador para ser classificada como engraçada ou não.

Peça realizada pela Oficina de Menestréis do Paulistano, Mansão Miss Jane segue a temática adolescente, porém é extremamente divertida. Com um clima estilo Rocky Horror Picture show, misturando comédia com um toque de horror sobrenatural em um musical com musicas originais e grandes performances de dança que utilizam quase o elenco inteiro, com excelente uniformidade e grande utilização de luz e efeitos sonoros para compor a cena. O enredo é fraco, mas o publico gosta: A história de uma mulher que vive numa casa mal-assombrada por todo o tipo de personagem da cultura pop, que tentam ajudar ela a reencontrar seu falecido marido. Pelo estilo baixo orçamento do projeto, percebe-se grande criatividade do diretor, Candé Brandão, que consegue fazer um excelente espetáculo para o publico alvo. Tem um clima leve e diverte, para quem não quer nada pesado, vale a visita.

Comedians Club

Por Bianca Konstantyner

Se você gosta de badalação, agito e bares… mas também adora um stand up, o comedians club é a solução perfeita para você!

O bar de Stand-up conta com toda uma estrutura especializada de apresentações seguidas e a presença de ilustres comediantes brasileiros! No domingo, 02/10, fui para assistir em particular a apresentação de Rafinha Bastos, um dos donos do lugar.

O bar já é tão conhecido e famoso em São Paulo, que é preciso chegar bem antes do começar as apresentações para não correr o risco de ficar esperando na fila. Porém, o resultado é tão satisfatório que vale o esforço! Ambiente agradável e uma execelente comédia que resulta em altas risadas.

É impressionante como a arte do Stand up é criativa e consegue abraanger tantos temas ao mesmo tempo que são tão distantes uns dos outros. Acho que por isso que eu gosto tanto, esse ar de improviso propicia um ambiente divertido que Rafinhas Bastos administra com maestria.

Recomendo sempre para todos, o Comedians funciona de terça à domingo e a programação está sempre disponível no site: http://www.comedians.com.br/

O único ponto negativo de lá é o preço: couvert artístico de 30 reais. Como se trata de um ambiente que possui seu público alvo estruturado por estudantes, acho que está um pouco elevado para o que normalmente encontramos na cidade de São Paulo. Até porque ao frequentar um lugar como o Comedians, é inevitável comer ou beber alguma coisa, o que implica mais gastos ainda, distoando do padrão médio que se paga para assistir alguma outra peça.

As Cegas

por Solon Jose Ramos Neto

A peça “As Cegas”, de Cláudia Maria de Vasconcellos, se concentra nas relações de uma psiquiatra e de uma cega, cercadas pela figura da morte. Pretensiosa no discurso, mas um pouco fraca na execução, a peça se torna um pouco perdida. Apesar de dialogar com o teatro de non-sense e com a velocidade e caricaturas dos cartoons, pretende-se realizar um discurso sério com relação à mercadoria, o tempo e a morte.

Com a principal personagem “cômica” da peça, a Cega, sendo muito mal interpretada, com exageros e reações de teatro colegial, a peça perde muito. Contudo, a Morte e a outra personagem, a Psiquiatra, são muito boas. A relação entre atores e música, somados a, muito bem feita, ritmização e coreografia dos tempos vivídos pelas personagens, balanceia os altos e baixos, tornando essa, uma peça agradável de ser vista.

Está em cartaz até 17 de novembro;

4as e 5as, às 21hrs

Viga Espaço Cênico - R. Capode Valente, 1323

Casal TPM

por Solon Jose Ramos Neto

Peça simples, sobre as etapas da relação de um casal. Dois atores, Ele e Ela, que são também o Diretor e a Produtora da peça. Sem patrocínio algum, a Palco produções se mantém desde janeiro de 2010 com essa peça, no mesmo teatro.

Sem muito o que falar, é uma peça com momentos engraçados, mas muitas vezes o exagero desnecessário da personagem Ela, esmaece a comicidade. Um ponto positivo na peça é a interação com o público. Feita de maneira leve e sem muito compromisso, acaba se tornando um ponto positivo. Vale a pena ir prestigiar o trabalho duro, de uma produção extremamente pequena, dando certo.

Sextas e Sábados às 21hrs e Domingos às 20:30hrs

Teatro Maria Della Costa - Rua Paim, 72 - Bela Vista

Futilidades Públicas

Por Bianca Konstantyner

Típica comédia brasileira baseada no monólogo humorístico, a peça em cartaz no teatro folha, no Shopping Pátio Higienópolis, conta a história de um assalto em banco que uma mulher fica presa no banheiro e, enquanto aguarda por socorro, resolve divagar sobre a vida e relembrar situações vividas, sempre em tom cômico e divertido.

A peça conta com a direção de Elias Andreato, que em minha opinião soube direcionar de forma bastante satisfatória a atriz, que consegue convencer o público e determinar a relação espacial da personagem com o palco de forma que me senti como se presa naquele lugar com ela. E de maneira alguma isso é negativo, já que por se tratar de uma comédia, deixei os problemas do cotidiano do lado de fora da sala e mergulhei no teatro como forma de descansar do peso do dia a dia, assim como a maioria das pessoas que procura uma comédia para assistir, faz também.

A forma com a qual a peça foi atualizada também é interessante de destacar, já que no final a atriz Patrícia Gasppar revela que a peça se repete a vários anos, com apenas algumas atualizações. Parei um tempo pra pensar o que seriam essas atualizações e encontrei vários pontos que mostram claramente a preocupação com o atual, estar sempre conectada e em constância com o mundo. Pode-se citar como exemplo o fato dela citar o “Orkut” como algo do passado e que agora a tendência é o “Facebook”. Detalhes atualizados que com certeza dão uma unidade de sentido mais concreta para o espectador que assiste.

Em suma, foi uma experiência bem tranquila e agradável, típica para relaxar do fim de um duro dia de trabalho e bom para dar uma risadas. É verdade, entretanto, que não foi adicionado nenhum novo repertório ou algo que eu tenha achado surpreendentemente engraçado ou novo dentro da esfera do teatro, que possa agregar qualquer tipo de conhecimento em minha vida.